segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Notas sobre a verdade - o embate teórico entre o racionalismo realista, o empirismo e o idealismo.




Antes do surgimento da teoria de Hume, a filosofia sob a hegemonia do racionalismo acreditava em idéias inatas no homem. Todas as idéias no homem possuíam origem na realidade objetiva. Como em Platão no mito da caverna, para conhecê-las, o homem deveria se desvencilhar de tudo que viesse por meios dos sentidos. Somente a razão pura no sujeito poderia alcançar o pleno conhecimento dos objetos.

Para os racionalistas existia um dualismo nas questões relativas ao conhecimento. Existia um mundo dos erros, o senso comum, e um mundo das verdades, o pensamento. A proposição produzida pelo entendimento e intermediada pelos sentidos era falsa, não real. O verdadeiro e o real, idênticos do ponto de vista racionalista, somente poderiam ser postulados através de demonstrações infalíveis e indubitáveis.

Essas demonstrações deveriam ser de tal forma que seus raciocínios não pudessem admitir quaisquer contradições. Deveriam ser necessárias e universais. Segundo os racionalistas, isso só poderia ocorrer se a demonstração dos objetos, através da razão, não tivesse qualquer conteúdo material do mundo dos erros, a sensibilidade. Era a tese das idéias inatas.

Para os racionalistas, as idéias (objetos) já existem desde sempre. Tais idéias objetivas só esperam o descortinamento pelo sujeito o qual deve ser, para alcançá-las, purificado das influências da experiência do dia-a-dia. O ato de conhecer é uma adequação ao verdadeiro que paira acima das coisas. Nesse caminho, na formação das idéias, o sujeito somente se adequa aos objetos. As proposições, acaso não contenham nada de sensível, e se forem infalíveis, sem contradições, são demonstrações cabais da identificação entre o objeto de conhecimento e o juízo efetuado pelo sujeito.

No século XVI, Descartes, um dos mais famosos racionalistas, explicou os procedimentos intelectuais que, em conflito com os obstáculos sensíveis, progridem em direção à verdade. O filosofo Francês também determinou as fontes dos erros produzidos pelo homem. No livro Discurso do Método, Descartes destacou as dificuldades em conhecer corretamente pelo fato de nunca os homens elevarem o espírito além das coisas sensíveis. Descartes defende um dualismo da alma e corpo.

Para Descartes, a alma, como substância (o cogito), encontra-se em contato com o criador, uma espécie de garantia da objetividade do conhecimento, mas a alma é impedida de alçar a objetividade do conhecimento em virtude das deficiências e limitações do corpo. O homem deve então desfazer-se das influências da sensibilidade e procurar, como ser pensante, a verdade no objeto em si acima do que vê e sente.



Para Descartes e os racionalistas, as fontes do erro provêm das experiências sensíveis. A verdade está além das sensações e do corpo. As afecções corporais confundem o espírito e o faz às vezes pensar que conseguiu chegar à verdade dos objetos. Nesse sentido, para existir conhecimento verdadeiro, deve haver uma depuração das proposições de todo conteúdo sensível, mutável e múltiplo.

O sujeito deve se adequar às idéias inatas que estão além das coisas percebidas. No racionalismo, o ato de conhecer é passivo, o sujeito recebe os objetos de fora – não sensíveis, acima das experiências - e deve se adequar aos mesmos se porventura queira alcançar a verdade. As idéias claras e distintas constituem os elementos necessários para a comprovação da verdade das idéias inatas.

O principio basilar da comprovação da objetividade da idéia é a evidência. A idéia, se acaso não apresentar contradições, é prova indelével da veracidade de seus postulados e de seu contato com a realidade. A resistência às dúvidas é prova da verdade da hipótese. Portanto, a evidência é conseqüência da robustez da idéia, e é a qualidade daquilo que não se pode duvidar, logo é a comprovação da identidade entre idéia e propriedade ontológica do ser.

Desse modo, as proposições na concepção racionalista eram criadas por intermédio da lógica. Os racionalistas utilizavam as leis do entendimento formal da lógica ontologicamente. As regras da lógica, que descreve raciocínios nos atos do intelecto de forma negativa e formal, foram utilizadas pelos racionalistas para descrever objetos sem contato com a experiência sensível.

Hume parte para um caminho oposto. Os empiristas tinham grande desconfiança das idéias que não possuíam equivalentes na experiência, as supostas idéias inatas dos racionalistas. A lógica formal utilizada para descrever objetos fictícios, procedimento típico dos racionalistas, foi considerada vazia de sentido. O homem só produz conhecimento objetivo quando procura ir além das leis vazias do pensamento da lógica formal descrevendo aquilo que tem contato com a experiência.

O método preferido dos empiristas foi a indução. As proposições verdadeiras sempre têm procedência do material experimental. Como eles diziam: “Nada está no intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos”. Desse modo, o conhecimento nesse corrente filosófica só é legítimo se surgir da mediação entre raciocínio e coisas sensíveis.

É a partir da observação que o entendimento procede generalizações. Toda idéia provém do contado com as relações entre fenômenos, objetos vistos, sentidos, “experenciados”. Ao contrário do racionalismo que atribui a validade das proposições à depuração do material sensível, no empirismo a idéia só é objetiva se tiver contato com a experiência.

Por isso, no empirismo todas as idéias devem passar por experimentos científicos de comprovação da validade de seus postulados. Se um cientista atribui certa regularidade entre dois objetos, ele deve demonstrar não por meio da indubitabilidade da lógica, mas pela repetição dos fenômenos descritos através da experimentação científica. É o chamado princípio da verificação da correspondência entre idéias e impressões.

Como no racionalismo, no empirismo o sujeito é passivo. Recebe as idéias de fora, no caso, da empiria, do mundo sensível vivenciado no dia-a-dia. O homem ganha suas idéias pela experimentação do mundo. A mente é uma página em branco. Para os empiristas em algum ponto todas as idéias possuem alguma ligação com os sentidos e as paixões.

Embota destacada a passividade, no empirismo a atividade ordenadora dos dados sensitivos no sujeito é também destacada, porque ela é uma das fontes dos erros. É o entendimento - imaginação e memória - no sujeito que produz proposições, generalização das informações da experiência, e atribui correspondência entre as proposições e as coisas. Quando as proposições são cópias exatas das relações constantes entre as coisas, elas podem ser consideradas verdadeiras, nesse caso o sujeito é passivo. Em contrapartida, quando as idéias fogem dessa regularidade, daquilo que é percebido, é o sujeito que está agindo e produzindo idéias fantasiosas, a atividade do sujeito é nesse sentido uma fonte de erros.

O sujeito, portanto, é passivo quando só pensa a partir do material sensível, e só produz verdade quando a generalização dos dados experimentais correspondem às relações das coisas. Por outro lado, ele é ativo quando por meio da sua atividade de junção de dados e informações experimentais produz idéias fantasiosas, misturando as sensações e produzindo ideais não correspondentes aos dados do real, que, por sua vez, provavelmente serão falsificadas do ponto de vista dos métodos de comprovação e verificação científica.

Para os empiristas existem idéias mais complexas que não correspondem às sensações, e sensações que nunca são exatamente copiadas em idéias, mas todas as idéias são lembranças de sensações passadas. Os empiristas dizem que as idéias surgem para representar o que o sujeito apreende durante suas experiências, elas surgem para significar o mundo sentido. Todo juízo produzido pelo sujeito ou é uma generalização das coisas que ele percebe, é posterior aos fatos, ou não é nada, é falso.

Logo, é evidente que os empiristas negam a importância a lógica como meio de encontrar as propriedades de objetos. Todo juízo só é possível através da ligação das relações dos fenômenos. Isso demonstra que as idéias podem ou não ser verdadeiras. Para se descobrir se uma idéia é verdadeira, é preciso à verificação do seu grau de realidade, sendo a realidade para os empiristas tudo aquilo que o homem sente.

Quanto mais próxima da sensação que a gerou mais forte é crença na verdade da idéia. Quanto mais próxima da impressão sensível que a causou, mais real – nítida e precisa – é a idéia; quanto mais distante, menos real. É nesse sentido que a verificação empírica, ao contrário da evidência dos racionalistas, é um dos critérios básicos da validade do conhecimento para os Empiristas.

Para os empiristas, ao contrário dos racionalistas, todas as idéias além da experiência são falsas. Não existe a metafísica, toda a idéia vêm da física. É perceptível o abalo que os empiristas trouxeram à metafísica. O Empirismo, quando radicalizado, é a comprovação de que tudo é físico, e que o além físico é fruto de um erro da imaginação humana. Não é somente necessário à idéia está isenta de contradições, como diz Descartes quando fala em evidência, para os empiristas ela precisa da pedra de toque da experiência para ser validada, ser objetiva.

O empirismo colocou o racionalismo de “pernas por ar”. Se o racionalismo diz que o mundo acima das sensações é o real e o verdadeiro, o empirismo apresenta-o como um erro produzido pelo entendimento do homem ao descrever as relações das coisas e ao misturar os dados dos sentidos de forma totalmente fantasiosa. A tese do dualismo entre pensamento e experiência é rechaçada no empirismo. O mundo como o homem vê e sente não precisa mais ser dividido para legitimar o conhecimento.

Tudo que o homem conhece tem fonte na experiência. No empirismo não existe objeto em si além dos dados dos sentidos. Para os empiristas as Idéias sem correspondentes reais não passam de representações do nada, são sem matéria, sem conteúdos, sem significados, sem objetos, são fantasias de um entendimento quando ele pretende uma atividade além das coisas. É por isso uma prática comum entre os empiristas a verificação experimental de algumas idéias dos racionalistas.

Bacon, Locke, Hobbes, Berkeley foram considerados grandes empiristas, e cada qual contribuiu de forma impar para a desconstrução do racionalismo, de escola eminente continental, representada pelos filósofos Leibniz, Descartes, Wolf. Hume foi um dos principais empiristas e foi o que ganhou maior fama chegando a ser considerado por Russel o principal filosofo de língua inglesa. Ele elevou o empirismo a sua maior radicalidade.



Hume, como Locke, acreditava que todas as idéias do homem surgem a partir do material sensível. O homem é como uma tabula rasa. A partir do material sensível o homem vai construindo juízos sobre o que percebe, no entanto, por certas deficiências, às vezes o entendimento não consegue descrever exatamente o que sente, não representa corretamente as coisas experimentadas nas idéias, produz signos sem significados.

Hume percebe uma correspondência exata entre as idéias simples que o entendimento produz e os dados do sensível. Para o Inglês há uma exata proporção entre as idéias simples e as sensações simples. Porém, quando o entendimento pretende em alguns casos a descrição de sensações mais complexas, generalizando relações, ele comete alguns erros, não consegue o mesmo grau de realidade e intensidade das idéias simples.

Algumas idéias mais complexas parecem fugir do real, são um tanto quanto metafísicas, parecem não provir da experiência. Para Hume as idéias são cópias mais fugazes e menos vivazes das experiências. A partir dessa constatação, Hume tenta explicar como o homem produz as idéias complexas, ao mesmo tempo em que testa as ideais metafísicas dos racionalistas colocadas na mesma problemática.

Porque certas idéias parecem a priori, surgem antes do contato com os objetos sentidos, pergunta Hume. Por exemplo, de onde provém a idéia de substância, de qual sentido ela surge, qual material da realidade ela quer descrever? Quais os significados dos juízos e idéias do entendimento, qual o material sensível está implícito nas idéias que parecem não possuir contato com o real, como a idéia de causalidade?

Nesse raciocínio Hume criticou certos preconceitos dos racionalistas. Para os racionalistas, o verdadeiro é alcançado pelas proposições sem conteúdo empírico através da lógica. As idéias verdadeiras nos racionalistas são aquelas que são incontestáveis e sem participação do material da experiência. Os conceitos nesse procedimento são imperceptíveis nos fenômenos.

Para os racionalistas, somente o exercício filosófico é capaz de ir além do senso comum do vulgo, geralmente circunscrito a opiniões fruto do dia-a-dia. Os conceitos como causalidade, substância, identidade foram utilizados pelos racionalistas como se fossem juízos não corrompidos pelo corpo e pelo sensível, para eles, fruto principal do erro.

Hume também percebe isso, ele verifica no Tratado da Natureza Humana que as ideais de Causalidade, substância, e identidade não correspondem à percepção dos objetos. Nelas há uma grande dificuldade de verificação. Nesse sentido, Hume coloca como uma de suas metas provar que tais idéias são juízos provindos da experiência do homem mesmo que não pareçam assim constituídas a primeira vista.

Para Hume só existem dois tipos de conhecimento, o analítico, decorrente da própria comparação entre as idéias por meio da lógica, que não precisam do toque a experiência, já que a própria definição traz tudo que deve ser entendido, é um conhecimento proveniente da lógica formal, nesse caso estão incluídos os conceitos formais da matemática e da lógica, e o conhecimento sintético a posteriori, onde as coisas reais são descritas por meio de juízos, que generalizam relações na experiência, únicos objetivos, porque acrescenta algo a consciência do homem.

É famosa a crítica de Hume ao conceito de causalidade. Quando o homem vê dois objetos ele nunca vê qualquer relação de causa e efeito. A relação de causa e efeito parece algo além dos sentidos, parece aprendida de forma puramente intelectual. Claro que se fosse assim o empirismo seria abalado. Existiriam idéias além das coisas percebidas, pensa Hume.

Hume insiste e concluí que o homem somente vê através dos sentidos, quando atribuí relações causais entre fenômenos, relações espaciais e relações temporais. É a partir da constatação habitual dessas duas relações, a espacial e temporal, que o homem passa a crer que todos os fenômenos sob certas condições sempre causarão certos efeitos.

É a partir da crença, crença haurida do hábito das experiências passadas, que o homem passa acreditar na necessidade, futura e universal, de causas e efeitos. Hume procura demonstrar que a causa e efeito é válida somente para os fenômenos particulares - já que é constatado pelas relações de sucessão e contigüidade - mas a crença estende arbitrariamente os juízos válidos em determinadas situações sentidas para todos os casos futuros semelhantes.

Segundo o filosofo inglês, somente a experiência poderia ter engendrado a noção de causa: é por estarmos habituados a ver um fenômeno Y seguir um fenômeno X que esperamos Y quando X é dado, e traduzimos esta expectação subjetiva dizendo que X é a causa de Y. Por isso, para Hume, todas as pretensas noções a priori são meras experiências comuns falsamente rotuladas.

Outra questão importante em Hume é a crítica das idéias Universais. Se tudo que o homem conhece no ato de conhecer advém do que ele sente, as idéias são generalizações de fenômenos particulares e são determinadas e representam todas as particularidades desses objetos. A idéia é uma cópia da matéria e absorve toda informação que a conduz a descrição de situações singulares.

Hume quer dizer que mesmo que o homem esconda certas características particulares dos objetos quando os concebe em conceitos através de generalizações, por exemplo, conceituando uma maça em caráter geral, é impossível que uma idéia na mente não contenha certas noções sensíveis que a torne singular.



No caso citado da maça, o homem quando pensa uma maça sempre tem na mente uma maça de determinada cor e tamanho, ou seja, a imagem é sempre de uma maçã particular. Para Hume, toda abstração universal dos objetos da natureza encontra limites nos dados particulares da sensibilidade, por que uma idéia é sempre uma cópia da experiência.

A partir dessa constatação Hume dá um verdadeiro golpe no racionalismo e nega qualquer universalidade e necessidade das idéias. Para Hume o entendimento não possui capacidade de formar a idéia de que todas as coisas sempre serão como ele as vê, ele somente pode comprovar pela verificação que as relações das coisas ainda continuam como ele as descreveu.

Por exemplo, se o homem só vê cisnes brancos, isso não dá possibilidade intelectual para que diga que todos os cisnes são necessariamente e universalmente brancos. Para Hume, a indução sempre contaria com falhas, embora sempre conduzisse o homem na crença nos seus veredictos, porque validadas por impressões presentes, através do procedimento da verificação cientifica.

Portanto, Hume diz que as idéias gerais são generalizações de dados particulares da experiência que facilitam a convivência dos homens. Acompanhando Berkeley Hume diz que as idéias sempre são particulares, são juízos das coisas do momento, são válidas naquelas relações inter partes copiadas no juízo.

As idéias, enquanto signos, sempre tentam descrever aquilo que o homem sente e vê na experiência, mas o hábito permite ao homem generalizar as idéias para os casos semelhantes como forma de bem conviver na sociedade. As idéias gerais não são necessárias e universais, elas são úteis. Hume defende que as idéias são particulares na representação e são universais na apresentação.

Hume destaca o papel do hábito na formação dos erros. É por que o homem sempre sente as coisas de certo modo arranjadas que o permite generalizar as relações através da indução. O fundamento da verdade é verificação da correspondência entre a representação das idéias complexas e as coisas, mas o homem nunca saberá se as coisas sempre serão do modo descrito, o que existe é uma crença na correspondência entre signos e significados.

As relações são “de um modo ou de outro” por que são comprovadas pela experiência, em contrapartida, nunca os juízos através da generalização, por meio da indução, poderão declinar o futuro das relações entre os fenômenos, se assim o faz o é porque é útil. Mas isso para Hume é um erro, o hábito sempre é um modo de colocar o homem em face do erro, porque todos os juízos são passíveis de não representar as relações corretamente, pois as coisas são fugídias, mas o hábito, porém, coloca os homens na posição de insistir nos seus erros.

É o que acontece com a lei da gravidade. O homem pode comprová-la, isso é irretorquível, é só soltar uma maça e vê seu movimento em direção ao solo. O homem verá que a maça caíra e que o objeto conceituado corresponde aos juízos do entendimento. Porém o entendimento não poderia dizer - o futuro pode mudar, ou ser de outra forma, não há possibilidade de experenciar o futuro – que a lei gravidade sempre explicará com fidelidade as relações das coisas.

É bem parecida com as admoestações de Wittgenstein contra a causalidade. Wittgenstein adverte que de um estado de coisa não é legítimo deduzir informações sobre outro, e isso para ele é motivo para o descarte do conceito de causalidade. No Tratado Wittgenstein diz que o conceito de causalidade é sem sentido é ilógico.

Assim, os empiristas, e Hume principalmente, procuram à verificação de certas idéias do racionalismo e negam qualquer validade para o mundo das idéias acima dos fatos e dos sentidos. Não existem idéias inatas para os empiristas, todas as idéias são causadas pelo modo como os homens enxergam as relações entre as coisas.

Quando as idéias são verificadas e comprovadas na experiência possuem um grau maior de realidade, e assim representam com “fidelidade”, ao menos na crença dos sujeitos, os objetos através dos conceitos. Mas muitas vezes existem na fantasia idéias arbitrárias, que descrevem erroneamente as relações entre os fenômenos e misturam os dados sensitivos em novos juízos sem correspondente real, sem objeto, significado, mas os empiristas acreditam que certas idéias desse tipo podem ser úteis ao ser humano.

Por exemplo, Hume toca nessa questão da utilidade quando defende desconstrução da noção de universalidade das idéias, pergunta o que seria dos homens se não possuíssem as idéias generalizadas. Na conversação, por exemplo, Hume diz que muitas vezes seria incontável o número de tempo que seria preciso para certos tipos de assunto. Nesse quesito as idéias gerais permitem economia de palavras e raciocínios, produzindo certa forma polimento e menos aridez nos discursos intersubjetivos.

A teoria do conhecimento dos empiristas repercutiu bastante na época. A maioria dos filósofos empiristas foi acusado de ateísmo. O mundo até então povoado pelos conceitos de alma, Deus e Liberdade parece ter perdido seus principais conceitos e os céticos empiristas sofreram todo tipo de perseguição, embora muitos tenham ocupado cargos políticos de importância. O empirismo foi duro com os conceitos até então tidos como infalíveis do racionalismo, corrente representada pelos filósofos Descartes, Leibiniz, Wolf.



Deus virou um nome no qual o homem reúne certas qualidades simples. É porque o homem já percebeu em suas experiências um homem infinitamente bom, fraterno e solidário que ele pode atribuir essas características a Deus. A Idéia de Deus é uma idéia da fantasia. A alma, o cogito, tida como certa identidade imutável no homem, é na teoria de Hume, por exemplo, uma idéia da fantasia, sem qualquer comprovação pela experiência. O homem não passa de um feixe contínuo de impressões.

Para Hume, a mente não é idêntica como em Descartes, ela é continuamente preenchida por materiais da realidade e nunca permanece a mesma durante a existência de qualquer homem. A consciência é comparada pelo filosofo inglês a um teatro onde durante a existência vários espetáculos são apresentados. No quesito liberdade, o homem, na teoria do conhecimento de Hume, é nada mais do que uma máquina receptora de impulsos do mundo exterior da matéria, embora se fantasie livre e procure inscrever idéias que não possuem significados no objeto sensível.

O empirismo foi, portanto, um divisor de águas. A partir da empiria a metafísica recebeu um duro golpe. Essencialmente burguesa, a filosofia dos empiristas modificou a forma de perceber o ato de pensar. Na análise da natureza do homem eles procuraram constatar os limites das idéias e juízos do entendimento, alicerçando-os na experiência, na imanência da vivência do vulgo, nos sentidos, e promoveram o fim do dualismo metafísico entre pensamento e corpo.

Se já existiam teses opostas no racionalismo, o empirismo veio acirrar o debate. A filosofia começou digladiar-se em teses totalmente opostas. O racionalismo com o dualismo, com as idéias inatas e as coisas em si, e o empirismo com as idéias adquiridas, com o fim do dualismo, com a verificação experimental dos juízos do intelecto e o cepticismo, bem próximo da defesa do fim da metafísica.

Porque um ceticismo bem próximo do fim da metafísica? Por que muitos empiristas de certa forma não foram muito a fundo na desconstrução das idéias do racionalismo. Um exemplo típico dessa atitude foi a do inglês John Locke que de certa forma contradisse seus argumentos na teoria do conhecimento e passou a defender a teses dos direitos humanos inatos e a idéia de Deus de forma metafísica.

É nesse debate que Kant entra em cena na História da filosofia. O Criticismo Kantiano tenta operar uma conciliação entre o racionalismo e o empirismo. Kant pretende uma solução para o impasse entre racionalistas realistas e os ceticistas empiristas na tentativa de recuperar o edifício metafísico e por fim a um debate que estava colocando em descrédito o próprio conhecimento.



Através da proposta original do idealismo, Kant tenta recuperar, através da atividade imanente do sujeito, a ordem transcendental da necessária universalidade, negada pelos empiristas, ao mesmo tempo em que só legitima a verdade a partir e mediante a matéria da experiência, limitando o ato de conhecer ao plano da imanência, como os empiristas fizeram. Desse modo, é correta a afirmação de que Kant tenta promover um sincretismo das propostas dos empiristas e racionalistas.

Em contrapartida, ao contrário do empirismo e do racionalismo, para Kant, os objetos devem se guiar pelo sujeito, e não o contrário. É o que ele chamou de Revolução Copernicana. Com essa metodologia Kant encontra a legitimidade e possibilidade de recuperação do abalo da metafísica, fazendo algumas concessões ao Empirismo, especialmente o de Hume e dá início a concepção Idealista na filosofia.

Pergunta Kant, se o intelecto deve se guiar pelo objeto, qual o objeto da metafísica, se ela deve ser um conhecimento além da física? É o que perguntaram os empiristas negando toda e qualquer verdade além das coisas sensíveis. Mas para Kant existem idéias de objetos para além do saber a posteriori adquirido pelos sentidos, extraído da experiência, é o saber a priori, aquele que precede a experiência e cujo objeto não nos pode ser dado na experiência, essa é a maior contribuição de Kant.

É o próprio sujeito, a estrutura do sujeito, que torna possível a experiência. Na construção de saber o sujeito sempre interfere na conceituação e na criação de seus objetos cognoscíveis. O mundo objetivo para Kant é uma representação do sujeito que graças a sua estrutura necessária e universal pode construir juízos válidos para todos os homens. O sujeito não é um mero receptáculo de impressões, como em Hume, ele as ordena de determinados modos.

A principal contribuição do Criticismo Kantiano foi a total soberania do sujeito, pois todo objeto é no Idealismo Kantiano subordinado ao sujeito que detém às condições necessárias de síntese do diverso da matéria em uma experiência possível. Kant propõe que a coisa deve ser adequada ao intelecto humano, já que este possui uma estrutura específica e conhece segundo ela, moldando a matéria múltipla proveniente da experiência.

O homem pensa o material que provém da experiência, mas nem tudo no conhecimento vem pelos sentidos. Há uma participação do sujeito na construção dos conceitos. Enquanto no empirismo e no racionalismo o sujeito se apagava na construção dos juízos, ele devia se adequar às idéias inatas no caso do racionalismo, e descrever as relações entre fenômenos no empirismo, no formalismo kantiano, ao contrário, o sujeito é a fonte originária do conhecimento objetivo.

A apercepção originária, sem qualquer participação do sensorial, o "EU PENSO" procede à inteligibilidade da experiência. É o sujeito e suas formas a priori, conhecimento dos objetos antes da experiência, que doa sentido e unifica o múltiplo das representações vigentes da matéria. O sujeito não cria, não registra, mas unifica. É o sujeito que doa objetividade aos dados contingentes da experiência.



O sujeito é uma função de ordem que molda o real de acordo com o plano necessário e universal da verdade, e o real, como representação previsível para ação humana, é simples decorrência do ato espontâneo do entendimento. Toda atividade do sujeito é simples repetição e explicitação. Por exemplo, no plano gnosiológico, o homem não pensa a priori no objeto senão o que nele colocou no ato de conhecer.

Assim, se no empirismo só existia como possibilidade para o entendimento produzir juízos a posteriori, depois do material sentido, que sempre eram particulares, na filosofia de Kant, é possível à construção de juízos a priori, universais e necessários, e que além dessas qualidades podem trazer novos dados objetivos a consciência, como se o sujeito pudesse pensar e representar algo sem a participação dos dados materiais, o que constitui uma verdadeira negação das teses de Hume.

Hume defendia que as leis da natureza eram relações constantes que o entendimento busca na constatação de suas experiências, as quais ele repete nas suas idéias e conceitos, eram leis que provinham de algo exterior e posterior ao entendimento do individuo. Para Kant, ao contrário, as leis objetivas na natureza são decorrentes das condições transcendentais no sujeito. As leis de Newton poderiam ser provadas sem o concurso da sensibilidade material, de forma puramente transcendental.

Para o filosofo de Koeinisberg, o sujeito não deve mais para produzir o conhecimento se guiar pelo objeto, anular-se a realidade, empírica ou transcendental, pois é o sujeito que doa objetividade aos múltiplos dados da experiência através das formas universais e necessárias que ele possui para o conhecimento, as categorias e intuições puras, invariáveis em todos os homens.

É a partir da hipótese da revolução copernicana que Kant poderá legitimar a metafísica, mesmo com certos limites a ela impostos, respondendo aos questionamentos Humeanos. Em toda a construção de conceito objetivo sobre a matéria da experiência há um dado proveniente da sensibilidade, contingente e bastante mutável, e outro referente à estrutura cognitiva do sujeito, invariável, que entra em todo ato do pensar.

Se as vias da necessidade e universalidade dos juízos estavam fechadas, pois os objetos na experiência, segundo Hume, eram sempre particulares e mutáveis e impediam qualquer qualidade desse tipo aos conceitos, Kant busca a universalidade e a necessidade na identidade do sujeito que é invariável e ativo em todo ato de conhecer. Contra o sujeito psicológico de Hume, sempre particular e contingente, Kant defende o sujeito invariável, o sujeito transcendental, capaz de juízos sintéticos a priori.

É nessa perspectiva que Kant comprova a espontaneidade do sujeito. A tese de Kant na Crítica da Razão Pura é de que existem conceitos objetivos antes da experiência. Nessa perspectiva há a possibilidade de construção de juízos válidos para o real sem a concorrência dos dados sensíveis da experiência, embora no idealismo Kantiano tais juízos só possam ser válidos se aplicados ao estudo da experiência.

Conceitos como causalidade, substância, quantidade, qualidade, espaço, tempo, não são causados pela experiência, como diziam os empiristas, tais conceitos para Kant são formas constitutivas do sujeito, eles fazem parte de uma faculdade inscrita em todos os seres humanos através da qual permitem os sujeitos criar, unificar e ordenar à matéria contingente dos fenômenos de forma espontânea.

Enquanto no empirismo tais idéias eram causadas pela forma como o homem percebe o mundo, quando a natureza fornecia a regularidade das relações entre objetos e as formas de raciocínio; enquanto o racionalismo defendia que a causalidade e outros conceitos já eram idéias inatas na natureza, esperando ser desnudadas por um espírito livre de qualquer conteúdo empírico, Kant diz que as idéias no sujeito, suas faculdades, as categorias e intuições puras, são constitutivos de todo homem pensante, são como que inatas, mas só podem ser aplicadas a experiência possível.

Assim, Kant constituiu o idealismo. O sujeito por meio do ato de conhecer sempre interfere na produção dos objetos. Em vista disso conhece somente fenômenos e nunca as coisas em si mesmas. A Crítica da Razão Pura foi à demonstração dos limites do entendimento e da sensibilidade de forma puramente racional. A partir disso, Kant divide o mundo em fenômenos e coisas em si.

Para Kant, o homem poderia valer-se dos melhores meios que mesmo assim não conseguiria um conhecimento exato do real, como coisa em si mesma. O real em si mesmo sempre estaria aquém das representações e do poder significante e ordenador do homem. Embora toda a legitimação do poder do homem frente à natureza através da ciência dele decorrente, Kant negou ao homem as vias do conhecimento total do real. O homem não pode o conhecimento das coisas em si. Para Kant, o homem só poderia conhecer fenômenos.

Kant assume o fato de que a filosofia precisa estar atenta à experiência, porque, e isto é muito importante, na ordem temporal "todo o conhecimento deriva da experiência". Mas Kant não é um empirista, então a fórmula anterior é completada da seguinte forma: "mas nem todo o conhecimento se origina na experiência".

Com isso, o filósofo Alemão quer dizer que há coisas que o homem acrescenta à experiência, ou seja, o seu aparato epistêmico modela a experiência. Por isso, o princípio proposto na sua Revolução Copernicana de "constranger" a natureza invertendo a tradição racionalista expressa na famosa fórmula latina da verdade: "adaequatio intellectus et rei" (adequação do intelecto à coisa), mas esse “constrangimento” impede o acesso das coisas em si mesmas.

É nesse sentido que Kant diz que o sujeito nunca terá acesso as coisas em si mesmas. Esse foi inclusive o erro dos racionalistas. Kant acredita que os racionalistas utilizaram as faculdades do sujeito de forma ilegítima pensando encontrar objetos fora dele quando o certo seria aplicar as categorias e as intuições puras ao material sensível.

Desta forma, como os empiristas, Kant acredita que a pedra de toque de todo conhecimento, aquilo que permite comprová-lo, é a experiência. O conhecimento é sempre um conhecimento experimental, apesar dos juízos sintéticos a priori. O limite do conhecimento é a experiência. Para Kant, a lógica pura, como utilizou de forma exagerada o racionalismo, não conhece nenhum objeto. O racionalismo é uma explicitação das faculdades do sujeito para além da experiência, é ilegítimo.

Por isso, Kant, como no empirismo, procede à correção e a crítica das idéias do racionalismo de acordo com as propostas dos limites do entendimento, conseqüência de seu idealismo. A idéia de cogito, de totalidade do mundo e de Deus são questionadas. Para o filosofo de Koeinisberg o homem não pode conhecê-las porque é limitado em suas faculdades. Essas idéias estão além da capacidade do homem, elas são dogmáticas.

É perceptível na obra de Kant a influência do empirismo, sobretudo de Hume. De fato, no prefácio aos seus Prolegomenos Kant destaca a influência que recebeu do filosofo inglês. Pode-se considerar a obra Kantiana do período crítico, em parte ao menos, como uma tentativa de responder às críticas do empirismo ao racionalismo e, ao mesmo tempo, de conciliar ambas posições.

Embora existam contundentes semelhanças entre a filosofia Kantiana com a ciência indutiva empírica, como na questão da limitação do conhecimento a experiência e na desconstrução de conceitos do racionalismo, Kant situa-se completamente do lado oposto dos empiristas. Se os empiristas poderiam descrever a ciência empírica como uma junção acidental de dados ordenado indutivamente, Kant diz que a ciência surge do entendimento, é a partir do entendimento originariamente que surgem as leis da natureza.

Kant pende para o racionalismo em inúmeras questões, como na questão da fonte do conhecimento, na defesa da universalidade e necessidade dos juízos. E o que é mais importante, Kant salva questões importantes da metafísica dos abalos do empirismo radical. Kant diz que para que exista uma experiência mínima possível, os conteúdos da experiência têm de ser organizados e ordenados de determinados modos, os quais são determinados não pelo que é dado aos sentidos, mas pela auto-atividade do entendimento.

Portanto, as categorias e as intuições puras são conceitos anteriores à experiência sentida, matéria dos juízos. A partir delas é possível provar as leis da natureza sem a concorrência da matéria sensível. E tais leis ainda serão universais e necessárias produzidas pelo intelecto puro, uma prova de que existe conhecimento antes das experiências, apesar de no sistema Kantiano todo entendimento está limitado e restrito a um uso imanente, aplicado à experiência.

Como Kant diz, “a razão não percebe senão aquilo que ela mesma produz segundo seu próprio projeto”. Portanto, a razão é a fonte única de proposições universais e absolutamente necessárias. E, inversamente, não haveria proposições universais e necessárias, isto é, a priori, se a razão não fosse, por si mesma, fonte de conhecimento. Assim Kant reabilitou a filosofia e assumiu a defesa da razão contra o ceticismo empírico, promovendo de forma perspicaz a defesa da Metafísica.

A crítica da Razão Pura foi a comprovação de que todo o conhecimento se inicia com a experiência embora nem tudo o que o entendimento produza provenha desse contato, porque ainda existe um conhecimento independente da experiência e de todas as impressões dos sentidos, as faculdades no sujeito, as categorias e intuições puras, que constrangem a natureza, sempre que a natureza leva o homem a pensar.

Contra o empirismo Kant disse que existem fundamentos independentes da experiência, os modos utilizados pelo sujeito para pensar, por isso há a possibilidade de construção de um conhecimento rigorosamente universal e necessário, os juízos sintéticos a priori, porém este conhecimento se limita, contrariamente ao racionalismo, ao âmbito da experiência possível. Em resumo, Kant recusa tanto o empirismo como o racionalismo; existem idéias puras da razão – mas meramente como princípios regulativos a serviço da experiência.

8 comentários:

  1. Olá, caro Anderson!
    Impressionante a forma didática com que você passeou por momentos do pensamento tão decisivos.
    Só gostaria de dar algumas sugestões, ou alertá-lo porque sei que você tem pouco tempo para escrever e escreve muito, portanto acabou se atrapalhando em besteiras.
    1º As publicações de Descartes são do século XVII
    2º Eu sei que convém chamar Hume de filósofo inglês, mas eu, pessoalmente, prefiro chamar de anglófono ou britânico. Até porque toda sua formação foi na Escócia (seu país de origem) e o iluminismo escocês foi uma corrente autônoma e forte demais para receber a patente de inglesa. Fora que, para mim que conheço a cultura inglesa de perto, fica meio estranho conceber tal generalização. É uma cultura muito diferente da escocesa, apesar da proximidade geográfica. Até o inglês é deveras diferente.
    3º Cuidado com erros bestinhas de gramática, sei que você não tem dificuldade com isto, mas dê atenção aos infinitivos terminados em "ar", principalmente.
    O que eu lhe disse no blog do Movimento Torto sobre você resenhar os conteúdos, não foi em tom ofensivo, muito pelo contrário, eu aprecio esta iniciativa paciente e digna de quem lê de verdade.
    Mas, rebatendo a crítica feita ao movimento quanto a temas específicos, acho que o que você fez aqui, com maestria, tem um "quê" resenhístico, não sei se me entende. Há muita informação histórica e explicação (bem feita) de linhas de pensamento, mas sinto falta do que VOCÊ propõe.
    De qualquer forma, você está convidado a contribuir com qualquer um desses textos lá no Movimento Torto.
    Abraço!

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  2. Obrigado pelas sugestões. Mas sobre o que tenho proposto no BLog, seria injusto de sua parte um julgamento com base em um texto só. Minha área de estudo é o direito e nesse blog existe muita coisa interessante sobre o jurídico. Sobre a origem escocesa de Hume, concordo em parte, e realmente o iluminismo Escocês foi brilhante com representantes da estirpe de Ferguson, Hume. Sobre os erros de português, normal de quem escreve textos enormes sem qualquer revisão gramatical. Sobre o cárater resenhístico, nem isso, com qualidade, tenho visto no movimento torto!

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  3. "Sobre o cárater resenhístico, nem isso, com qualidade, tenho visto no movimento torto!"

    Eu não entendi o porquê desta colocação. Mas proponho, respeitosamente, que você, ao invés de entrar no blog simplesmente para fazer propagandas (o que não é proibido), expusesse seus pontos de discordância ou suas sugestões relativos aos textos. Ao invés de sugerir no que o blog deveria se centrar em termos de escopo, você poderia chegar ao meu último texto, por exemplo, e mostrar de que você discorda, no que eventualmente errei, no que posso ter acertado (aliás foi o que fiz na minha crítica acima), para que possamos, quem sabe, atingir o nível qualitativo padrão determinado por você.

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  4. Não tenho esse tempo ocioso. Mas queria a contento debater (conversar) um pouco sobre os textos do site. Estou estudando para o concurso de delegado da polícia federal, assim que terminar prometo uma maior assiduidade e comentários à altura do empenho de vc's. Não é propaganda, somente tento disponibilizar meus textos pra vc's que gostam de leituras nesse teor, especialmente pra vc, agora estudante da área jurídica. Não que eu não leve a sério a proposta de vc's, somente não tenho tempo, estou com muitas tarefas por fazer. Mas leio todos os textos. Confesso que gosto muito dos textos do Roosevelt. Tentarei acompanhar o grupo de estudos na comu da UFS. Façamos então um troca de textos. Você posta textos aqui no meu blog (coloco-o como colaborador) e eu posto textos no movimento torto. Mande uma foto e um texto seu pra meu email: coutocircuito@yahoo.com.br. Está bem assim? rsrsrsrsr E acho vc um cara bem legal (parece-me), disse isso hoje ao Yanco!


    abs

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  5. Sobre resenhas o que estou fazendo por aqui é algo bem parecido com o último texto de Roosevelt. Leia o que ele falou sobre Freud! Estou passeando pelo pensamento dos outros tentando encontrar um cantinho onde me esconder! rsrsrsrsr

    abs

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  6. Sim, você está fazendo isto. E admiro sua iniciativa, aliás, não só admiro, como, desde o início, recomendo seu blog publicamente.

    Boa sorte no concurso! Gostaria, quando você tiver tempo, claro, de dicas sobre como conduzir de forma mais prolífica o curso.

    Abraço!

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  7. Claro, marcaremos um dia para trocar idéias e experiências!

    abs

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